Relato: Como perdi tudo para o tigrinho — a história de Daniel

No começo foi como passatempo

Sou Daniel, tenho 28 anos, e trabalhava como atendente de marketing no Recife, começei a apostar em futebol através das bets, como quem compra um ingresso de cinema: R$ 20 aqui, R$ 30 ali. A emoção do jogo parecia inofensiva e “sob controle”.

A escalada invisível

Logo no segundo mês, minhas apostas subiram para R$ 100,00–R$ 200,00. Quando ganhava, me sentia o cara, poderoso, habilidoso, o sabe tudo de futebol. Quando perdia, vinha a urgência de “recuperar” o prejuízo na próxima aposta. Sem perceber, já estava acompanhando estatísticas dos jogos de madrugada para poder apostar mais, e perdendo o foco no trabalho e na vida pessoal.

As primeiras consequências

  • Comecei a perder a noção do tempo, passava horas jogando.
  • Consumiu meu salário e depois a minha reserva de emergência.
  • Comecei a pedir emprésitmos para familiares, amigos e depois agiotas.
  • Passei a usar o limite do cartão de crédito para apostar em futebol e tigrinho.
  • Começei a mentir para mim e para minha famíllia sobre o destino do meu dinheiro.
  • Insônia, irritabilidade e queda de produtividade, quando percebi estava viciado em apostas.

O ponto de ruptura

Em menos de 12 meses, o resultado era esse: mais de R$ 32 mil em perdas, só em apostas de futebol. Pedia empréstimos “temporários” a amigos, familiares e desconhecidos, para esconder o acúmulo de dívidas, passei a evitar encontros e conversas, tentei a sorte no jogo do tigrinho pois era muito fácil e estava alí disponível, ai tudo piorou. Um jogo muito viciante, que promete muito, gente famosa falando como era fácil ficar rico com este maldito jogo e apesar de tudo eu não parei, pois tinha que "recuperar o dinheiro perdido".

O “bônus” que não ajuda

Com o histórico de uso, a casa de apostas começou a me enviar bônus, cashbacks, giro grátis e limites maiores. Me sentia “especial”, como se faltasse pouco para virar o jogo, eu estava apostando em tudo, mas principalmente no tigrinho. Na prática, eram muitos incentivos para continuar apostando e se endividando.

O fundo do poço

Somando cartões, empréstimos e contas atrasadas, e passado dois anos desde que comecei a apostar no tigrinho, acumulei cerca de R$ 115 mil em dívidas. O cartão foi bloqueado, o nome negativado e o relacionamento terminou. Vergonha e ansiedade me isolaram ainda mais. E mesmo assim, por incrível que pareça, eu queria continuar apostando.

O reconhecimento e os primeiros passos

Depois de um ataque de ansiedade, eu percebi que não conseguiria parar sozinho. Procurei ajuda de piscólogo especializado, desinstalei apps de apostas no celular, avisei a família e combinei regras financeiras: renda direto em conta separada, sem acesso a limites de crédito, meu dinheiro passou a ser controlado por minha mãe. Pedi socorro, busquei ajuda. Foi vergonhoso assumir que estava viciado em tigirinho e outros jogos de azar online, logo eu que sempre fui o certinho da casa. Mas se não tivesse engolido meu orgulho, acho que teria destruído por completo minha vida e daqueles que amo.

O que me restou

No momento minha vida financeira está controlada, mas ainda tenho muitas dívidas, essa é a verdade. Vai levar um tempo até recuperar totalmente o que perdi, mas sei que é possível. O apoio da minha família e de profissionais especializados, foram importantes para me fazer entender onde eu estava: viciado em jogos, precisava de ajuda. Agora sei que é possível se livrar das apostas online com a ajuda certa. O caminho para sair dessa é família, psicólogo e em meu caso, a minha fé também me ajudou bastante. Espero que meu relato lhe dê esperança, há sempre uma solução. Busque ajuda, peça ajuda.

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Paulo Nunes

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